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Crise Existencial

Quem eu sou? Para onde eu vou? O que eu quero?  Caso ou compro uma bicicleta?

Nesta entrevista que o Consultório Relações disponibiliza para vocês, buscamos esclarecer como a Crise Existencial ocorre por consequência dos acontecimentos concretos, que afetam a pessoa na realização de seu projeto e desejo de ser futuro, e não se reduzem a questionamentos reflexivos sobre o que fazer da vida. Isso acontece porque o psicológico e/ou emocional, é sempre consequência de acontecimentos reais (antropológicos) e com desdobramentos para a vida de relações do sujeito (sociológicos). Deste modo, é inevitável que acontecimentos como: uma demissão, uma falência, uma gravidez ou um abortamento, um adoecimento, um acidente com a própria pessoa ou com algum familiar, entre tantos outros, possam funcionar como gatilhos que disparam uma crise existencial. Claro que um mesmo acontecimento, pode ter uma função para afetar uma pessoa, diferentemente da função que terá para afetar a outra. Para uma pessoa, por exemplo, a demissão, pode se restringir a função de perder o meio para lhe dar a subsistência, o que já será suficiente para afetá-la emocionalmente, para outra pode nem fazer diferença em relação à subsistência, se ela tiver outros meios para provê-la. Ainda para outra pessoa, além desta função de viabilização de subsistência, o trabalho pode ser também meio para a realização de seu desejo e projeto de ser como profissional, e por isso terá um desdobramento emocional mais severo.

Deste modo, vários acontecimentos concretos, na nossa vida de relações interpessoais podem provocar uma crise existencial. Mas, como Sartre esclareceu: “a esperança faz parte do homem”, e isso quer dizer que as nossas possibilidades de viabilização dependem dos limites e possibilidades que encontramos nas nossas relações e nas nossas condições materiais. Ou seja, o projeto de ser futuro de cada um de nós pode ser realizado por vários caminhos e não apenas por um. Por exemplo, para uma mulher, cujo projeto de ser, passa por ser mãe, e por razões fisiológicas, ela não pode gerar um filho, contando com o apoio do sociológico, ela pode ainda realizar plenamente este projeto de ser mãe, através da adoção. Contudo, ocorre que, muitas vezes, para a própria pessoa e família envolvidas na situação, pode ficar difícil visualizar estas possibilidades, e nestes casos se faz necessário da intervenção psicoterapêutica.

Além disso, vale ressaltara importância de demarcar quando a pessoa está passando por uma crise existencial ou se está se havendo com complicação emocional severa que desdobram de impasses na constituição de sua personalidade (desde a infância e adolescência). Por exemplo, há mulheres que tem o projeto e desejo de ser mãe, que por impasses desde a infância, tem complicações severas para se fazer mãe; e por isso ao tentar a realização deste projeto, sem ter resolvido este impasse, padecem complicações como depressão pós-parto ou psicose-puerperal. Há pessoas que por complicações desde a infância, tem dificuldades emocionais para se realizar na profissão, entre outros.

Deste modo, a demarcação diagnóstica é fundamental para a definição do que será necessário realizar em termos de intervenção psicoterapêutica. Esta demarcação diagnóstica é realizada no processo psicoterapêutico, através da verificação dos acessos emocionais dos pacientes em episódios concretos, em que se evidenciam as funções do presente, do passado e do futuro. No Consultório Relações realizamos este trabalho, e nos colocamos a disposição para maiores esclarecimentos respeito desta e de outras problemáticas.

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